“Hoje, o maior produto de exportação no Brasil é o juro”

Essa frase é do ex-BC, Berny Parnes na sua excelente entrevista ao Jornal Valor Econômico de 22/7/2015, pag. A12. Vale a pena lê-la.

Novamente, estamos nesta posição de um ciclo vicioso que passa a conta para as próximas gerações. Não fizemos nossa lição de casa (reforma tributária, fiscal (especialmente a Previdência), investimentos em infraestrutura (excluindo é claro, estádios de futebol), educação,…). Agora, enfrentamos queda nos preços dos commodities (em especial o petróleo), crise na China, um Legislativo em guerra com o Executivo, recessão com inflação e aumento eminente de impostos,… e a nuvem negra do rebaixamento do grau de investimento.

Lembrando que, neste contexto, taxa de juros é o preço do risco de se emprestar dinheiro para o governo brasileiro!

Pessoas de bem, temos muito trabalho pela frente!

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About Eduardo Luzio

Economista pela USP (88) e PhD pela PhD University of Illinois (93). Consultor em finanças corporativas e estratégia. Professor de finanças na FEA-USP, FGV -SP e Insper.

8 Respostas to ““Hoje, o maior produto de exportação no Brasil é o juro””

  1. Luis Ângelo Leal Pouchain Responder 29 de Agosto de 2015 às 12:30 PM

    Eduardo, estou encontrando dificuldades para dar continuidade ao nossa conversa sobre o mestrado. Aparecem dezenas de links. Agora achei você aqui. Meu comentário sobre a sua informação, é que, embora eu seja extremamente crítico a este sistema de produção. Como é possível em um mundo tão complexo, cada um fazendo o que é melhor para si, resultar em benefícios para todos. Me parece mais com uma panela de pressão onde todas as moléculas se chocam gerando apenas um tremendo potencial de explosão. Porém, em mundo complexo, e um país complexo, me dói concordar com Roberto Campos; “o Brasil precisa de um choque de capitalismo” Infelizmente o Brasil é um país “retardado” retardado na independência, na libertação dos escravos, na república, no capitalismo, e no até no socialismo. (foi o Delfim que disse na década de 70 que nós éramos mais socialistas que a URSS, tudo aqui era estatal?) Enfim, não somos eficientes como um país capitalista, nem como um país de economia planificada. Somos o pior dos dois mundos. Isto é para mim nada mais do que uma questão de educação, e de oportunistas de demais. Os capazes se não tiverem um bom q.i. (quem indicou) não encontram a oportunidade nenhuma se não se enquadrarem. Para se enquadrar não precisa de talento.
    Um abraço
    Luis Ângelo

    P.S. Sou eu que não entendi a lógica da “coisa” ou está tudo embaralhado, confuso de entender?

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  2. Luis Ângelo Leal Pouchain Responder 2 de Setembro de 2015 às 8:51 PM

    Eduardo, sou eu de novo. Uma das linhas da minha tese de mestrado, é que se existe um certo volume de dinheiro, e de produção, além de um certo crescimento econômico e industrial durante uma bolha. Quando a bolha estoura, o dinheiro vivo some da praça, a produção industrial cai, “todos” têm prejuízo mesmo aqueles que não investiram em ações. A pergunta é; para onde foi o dinheiro que existia antes da bolha? Ou, quem fica com ele depois que a bolha estoura?
    Um abraço.

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  3. Caro Eduardo, li no outro post, a sua resposta sobre a orientação. Foi uma palavra mal empregada. Não quis dizer orientação acadêmica, mas nas leituras, na pesquisa, nas sugestões e comentários. Uma vez que neste trabalho, sem dúvida, a opinião e a ajuda de um economista será de grande valia. Outra coisa, já percebi esta convergência de valores, (às vezes difícil de achar) por isto, esta minha insistência pela sua opinião e pela manutenção deste contato.
    Agradeço pela sua atenção, e comentários.

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  4. Somos retardatários até para entrar em crises, o que por um lado é bom. O Problema é que somos muito mais lentos para sair dela. Pelo andar da “tartaruga” falta até luz no fim deste túnel.
    Eduardo, obrigado pela atenção, mas ainda quero saber para onde vai o dinheiro depois do estouro das bolhas. Que bibliografia indica? Poderia me explicar de maneira fácil, contratos de balcão-derivativos, fundos hedge, e como se ganha dinheiro com isto? Tenho lido muito sobre, mas as explicações são sempre muito vagas, e de difícil compreensão para quem não é do ramo.
    Um abraço, obrigado,
    Até a próxima.

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    • Olá Angelo,
      o derivativos são temas complexos mesmo. Eu li dois livros que me ajudaram muito a entender um pouco melhor: “O Dinheiro dos Tolos” de uma jornalista do Financial Times Gillian Tett. O livro do Michael Lewin, “The Big Short” (eu não sei se tem em português, mas deve ter) ajuda a entender para onde vai o dinheiro quando a bolha estoura. Vc leu o livro da Malu Gaspar sobre o Eike (“Ou tudo ou nada”)? Vale muito a pena! Um abraço, Eduardo

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  5. O ouro dos tolos eu já li, os outros vou procurar. Um abraço, obrigado. Caso não nos falemos mais, bom natal, boas festas, e que estes políticos sejam menos cínicos no ano novo.

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